Mulheres se unem para combater cantadas inconvenientes

Quem nunca recebeu uma cantada na rua?

Por Redação em 04/04/2011

   

nao. (Foto: Divulgação)
Mulheres se unem para combater cantadas inconvenientes

Quase toda mulher já passou por isso. Quem nunca recebeu uma cantada na rua? Normalmente, as piadinhas e insinuações não são bem-vindas e deixam as mulheres constrangidas e, em alguns casos, até com medo de uma aproximação mais agressiva. Mas você contaria pra todo mundo onde, quando e por quem você foi assediada? Você reage ou costuma falar sobre isso? Ou deixa o assunto pra lá? Pois saiba que, no exterior, as mulheres já estão se organizando contra este tipo de assédio masculino. E divulgar a cantada, publicamente, está sendo visto como uma forma de combatê-la.

Por aqui, pode parecer besteira, mas, muitas vezes, não damos a devida importância a este tipo de agressão. Será que nos acostumamos com isso? Para se ter uma ideia, a situação é tão crítica que, em alguns países, como Índia e Japão, o metrô disponibiliza vagões exclusivos para mulheres com o intuito de diminuir o problema do assédio. Alguns especialistas, no entanto, não acreditam que a separação dos sexos seja uma saída. Para a socióloga norte-americada Kathrin Zippel, que estuda o assunto, “no curto prazo, pode ser uma boa solução, mas as mulheres que acabarem entrando nos vagões mistos – onde haverá menos delas – vão sofrer ainda mais assédio”.

Em entrevista à BBC News, a britânica Vichy Simister, fundadora do Anti-Street Harassment UK (Grã-Betanha contra o assédio nas ruas), disse que as mulheres são aconselhadas a não falar sobre o assunto e a ignorar as cantadas. Ela acredita que, por isso, os homens se sentem estimulados a passar dos limites.

Pensando nisso, o Hollaback! (http://ldn.ihollaback.org/) está chamando as mulheres do mundo todo a postarem suas histórias online. Algumas vezes, inclusive com fotos dos homens que deram a cantada inconveniente. Emily May, que criou o site, diz que esta situação só vai mudar quando as mulheres reagirem e disserem publicamente que o assédio na rua não é legal. Ela também chama os homens que não concordam com as cantadas a participarem do movimento.


Fonte: terra.com.br

   
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