Polícia indicia cinco por suposta fraude em Mega Sena milionária em Fontoura Xavier

Acertador teria sacado o prêmio usando um bilhete que pertenceria a uma aposta coletiva feita por 11 pessoas

Por Redação em 08/04/2011

   

nao. (Foto: Maurício Orsolin)
Polícia indicia cinco por suposta fraude em Mega Sena milionária em Fontoura Xavier

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou cinco pessoas no inquérito que investigava fraude no pagamento do maior prêmio da história da Mega Sena no Brasil. Entre os acusados, estão o empresário que alegou ter feito a aposta vencedora em Fontoura Xavier, no Norte do Estado, e um funcionário da prefeitura, que participou de um bolão. Na ocasião, o empresário se declarou único vencedor dos R$ 119 milhões.

O inquérito aberto no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apurava se o acertador, o empresário Ortenilo João Nicolau, de São José do Herval, teria sacado o prêmio usando um bilhete que pertenceria a uma aposta coletiva feita por 11 pessoas, entre elas, nove operadores de máquinas que trabalham na Prefeitura de Fontoura Xavier, no norte gaúcho.

A suspeita surgiu porque um dos integrantes do bolão teria lembrado dos números escolhidos para preencher o cartão vencedor. Segundo o grupo de funcionários, o bilhete premiado teria sumido do bolo de apostas.

De acordo com a investigação, ao saber que um dos bilhetes tinha sido sorteado, o servidor Décio João Sabadin, responsável por fazer as apostas do bolão, teria trocado por outro não premiado. O inquérito não esclarece se foi Décio o responsável por supostamente repassar o bilhete premiado ao empresário de São José do Herval, como apontavam os demais integrantes do bolão.

Também foram indiciados o ex-secretário de Obras de Fontoura Zavier, José Carlos Pinto da Silva, um funcionário do empresário Lauri Noronha dos Santos e o dono da lotérica onde foram feitas as apostas, Paulo Sérgio Pedroso. De acordo com a investigação, eles teriam acobertado a fraude.

A Polícia Civil entedeu que houve crimes de estelionato, formação de quadrilha e falso testemunho. O inquérito, que contou com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, começou em outubro de 2010, quando integrantes do bolão da Prefeitura de Fontoura Xavier denunciaram o caso.


Fonte: clicrbs.com.br

   
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