7 ótimas versões brasileiras de músicas gringas

Por Redação em 10/05/2011

   

(Foto: Divulgação)
7 ótimas versões brasileiras de músicas gringas

A versão de uma música em língua estrangeira deve manter a sonoridade e a essência da letra original. De preferência salpicando referências nacionais para a canção ficar com cara de que foi feita pra nóis. Fiz uma lista de versões brasileiras que eu acho que deram super certo.
Mas ao pensar nesta lista veio à minha cabeça um monte de versões catastróficas (depois farei uma listona só com estas terríveis). Uma versão que pega só o som e inventa uma letra totalmente aleatória geralmente fica ridícula. Assim como as que traduzem tudo ao pé da letra, como fez a engraçadissíma Gizele, a madoninha capixaba. Por enquanto, vamos ouvir coisa boa…


1 – No woman, no cry/ Não chores mais – Gilberto Gil sabe fazer versão. Não chores mais é uma adaptação perfeita de No woman, no cry. O jardim de Trenchtown, favela jamaicana onde Bob Marley cresceu virou “grama do Aterro (do Flamengo)”. Gil inseriu na letra ainda a angústia dos anos de 1970 em que ele próprio perdeu amigos que foram presos e “sumiram” durante a ditadura militar. Mas apesar de toda tristeza a canção, nas duas versões, pede para deixar o que passou para trás, pois tudo vai ficar bem, tudo, tudo vai dar pé.


2 – Hey Joe – A canção de Billy Roberts que ficou famosa na voz e na guitarra de Jimi Hendrix fala sobre um crime passional (ou, mais correto: de um crime de gênero; afinal quem ama não mata). O cara pega a mulher paquerando outro e sai atrás dela com uma arma na mão. A versão do Rappa (com alguns versos recitados por Marcelo D2 na gravação) faz imaginar outra cena, a da violência gerada pelo tráfico nos morro do Rio.


3 – Parate y mira/ Lourinha bombril – Como pode uma música que diz “essa crioula tem o olho azul, essa lourinha tem cabelo bombril” não ser brasileiríssima? Pois é, Herbert Vianna encheu de referências à nossa miscigenação a canção original, em espanhol, de Diego José Blanco e Fernando Javier Luis Hortal.


4 – I want you/ É tanto – Bob Dylan lascou vários te quiero na canção (ali embaixo numa cena com Heath Ledger e Charlotte Gainsbourg, da cinebiografia Não estou lá). “Honey, I want you… I want you… I want you… so bad”. Mas a versão contida dos mineirinhos do Skank diz “é tanto, é tanto, se ao menos você soubesse, te quero tanto”. Gostei, apesar de algumas partes da versão ter ficado ininteligíveis. Como “Mas seu dândi vai de paletó chinês/ Falou comigo mais de uma vez/ Não, eu sei, não fui muito cortês com ele, não”. Ah, mesmo assim é bão.


5 – Patches/ Marvin – O músico cego americano Clarence Carter lançou Patches em 1970. Maravilhosa, triste e verdadeira como a versão em português que todo mundo conhece, dos Titãs. Porém, no original em inglês a letra lança um pouquinho de esperança para a vida do menino maltrapilho que sustenta a família miserável após a morte do pai.


6 – If I Fell/ Pra você eu digo sim – Rita Lee fez várias versões de músicas dos Beatles. Essa ficou bem gracinha, como a original de Lennon e McCartney. Ela passou a letra do masculino para o feminino, mudou algumas coisinhas para manter a melodia, mas preservou em português o mesmo sentimento reticente que quem sofreu por amor tem ao embarcar numa nova história. Clipe com Reynaldo Gianecchini, ôba!


7 – I Just Called To Say I Love You/ Só chamei porque te amo – Adoro esta canção de Stevier Wonder. Sabe quando toca no rádio (naqueles programas do tipo “recordar é viver”) e você aumenta o som e esquece tudo? Pois é, esta sou eu ouvindo “I just called …”. Quando é assim, dificilmente a gente gosta da versão que vem depois, né?
Mas o Gilberto Gil (que sempre faz versões ótimas) conseguiu acertar. Ele pegou a mesma estrutura da canção original – que diz que não aconteceu nada demais, mas bateu aquela vontade de ligar para dizer “I love you” – e fez versos fofos como “Nem um sinal no céu, nenhum armagedom, nenhuma data especial, nenhum ET brincando aqui, no meu quintal … só chamei porque te amo”.


Fonte: http://gloss.abril.com.br

   
O Portal ClicSoledade não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Publicidade