Maverick continua com seguidores fiéis

Proprietários de carrões sempre dão um jeito de personalizar a cria, é uma característica do comprador

Por Redação em 19/05/2011

   

(Foto: Divulgação)
Maverick continua com seguidores fiéis

Sonoros e belos são os carros médios que conquistaram as ruas brasileiras durante os anos de 1970. “Mas nada no mundo se compara ao som de um V8 Ford, é o mais lindo do mundo” afirmam os donos de Mavericks. Mais de 30 anos data o fim de sua fabricação e suas linhas sinuosas e agressivas seduzem até hoje.

O desejo de ter um desses na garagem vem de criança, diz o engenheiro civil dono deste exemplar. Influência paterna, também um apaixonado por muscle cars: grandes, potentes e antigos. Há cerca de 3 anos queria comprar um Maverick e ao bater os olhos neste, decidiu a compra. “Os dois antigos donos também são apreciadores e sempre nos vemos em encontros e eventos. Não veio da mão de qualquer um.”

Proprietários de carrões sempre dão um jeito de personalizar a cria, é uma característica do comprador. Assim, não esperava encontrar um exemplar sem adaptações. “É muito difícil e raro encontrar um Maverick original, com o tempo a coisa vai se perdendo.”

Este “maveco” nasceu bege, passou por sete cores antes de chegar ao azul metálico atual. “Comprei ele já na 6ª cor, um azul escuro, depois personalizei. A cor que me inspirou foi de um Playmouth 71, porque queria uma cor que combinasse com os detalhes em preto fosco”.

Carro de Fases - Ao acompanharmos os detalhes pretos nos damos conta do porque deste exemplar ser chamado de “Fase 1 e meio”. “Customizei o Maverick fase 2 com itens do fase 1, porém o comum é ao contrário”. As faixas do capô dianteiro sobressaem – da fase2 – e a traseira – da fase 1 – é discreta e harmoniosa. Ainda, mescla acessórios de outro modelo, como a rabeta do Grabber norte-americano.

Contexto histórico - Carente de um modelo médio jovem para atender o mercado nacional, a Ford procurava um novo carro. Apostou no Maverick após comprar a Willys do Brasil, aproveitando itens da mecânica do Aero Willys e Itamaraty, além do original norte-americano.

Entre os modelos disponíveis, o preferido foi o GT. Alinhando a estética das linhas de competição, incluindo falsas entradas de ar no capô e pintura com linhas pretas dando ares de veloz. Despertava nos jovens o sonho de consumo. Embora o mercado tenha recebido bem “A fórmula Ford contra a rotina”, era o momento da crise do petróleo, onde os motores de 6 ou 8 cilindros eram sabidos beberrões.

A fábrica passou a ofertar o modelo GT com 4 cilindros a partir de 1975, este de 77 foi adaptado para receber o V8. “Param no farol e pedem para dar uma acelerada só para ouvir o barulho do motor. É um prazer” confirma. Mas quando o chamam para mostrar o que o carro tem a oferecer em velocidade, prefere se controlar. “Eu, particularmente, penso que não é um carro para correr nas ruas. A velocidade é para tirar lazer numa estrada” diz.

Parte da Família - Desde que estão juntos, passaram por momentos importantes. “Este foi o carro do meu casamento. Saímos da igreja nele, com a fotógrafa e o cinegrafista atrás. Eu acho que fizeram mais questão em nos acompanhar pelo prazer do passeio” brinca. “Entrei no salão de festas com o carro. A festa aconteceu com ele presente” e as fotos não deixam mentir.

O Maverick Clube do Brasil, do qual faz parte, tem dois eventos por ano. O Maverick Night, previsto para dia 13 de junho, no Sambódromo em São Paulo. O segundo, Maverick Power Tour, está previsto para setembro. Em ambos os encontros é comum virem maverickeiros de toda parte, inclusive outros estados, por isso são momentos muito aguardados.

O carro teve uma tiragem total de apenas 108.237, entre 1973 a 79. São números que comparados com outros muscles contemporâneos são tímidos, hoje o torna um bom investimento, pela dificuldade de encontrá-lo nas ruas.


Fonte: yahoo.com.br

   
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