Especialistas em moda defendem o fim da ditadura da barriga tanquinho

Homens que não se preocupam em excesso com a malhação estão em alta neste verão

Por Redação em 13/01/2012

   

(Foto: Divulgação)
Especialistas em moda defendem o fim da ditadura da barriga tanquinho

Homem que é homem tem que ter uma barriguinha. A tendência surgiu em alguns dos principais editoriais de moda do planeta e iniciou um debate no meio fashion — e na beira da praia. Esse princípio de moda ganhou força no verão que passou em Nova York: o abdômen saliente (mas nunca exagerado, que ninguém celebra o estilo Tiozão do Churrasco) foi ostentado com orgulho por tribos que ditam tendências de vestuário e comportamento.

— Homem com a barriga malhada demais, que se preocupa muito com o próprio corpo, deixou de ser algo masculino — opina a veranista de Capão da Canoa Bárbara Dahmer, 22 anos, estudante de Garibaldi.

Bárbara se alinha à visão do designer de moda Carlos Reinke — segundo ele, há claros indícios de mudança no padrão de beleza masculino. Com a popularização dos metrossexuais, há cerca de 10 anos, o estereótipo do homem bonito passou a ser corpo depilado, rosto “bundinha de nenê” e músculos trabalhados na academia.

— Agora, até as novelas começaram a exibir galãs de barba. Há uma tendência de valorização do perfil mais rústico, menos perfeito. A barriga será uma consequência disso — afirma Reinke, lembrando que “essas coisas ocorrem gradualmente”.

Realmente: há ainda muitas entusiastas da barriga “tanquinho” — aquele abdômen marcado por gomos duros feito pedra. Uma delas é a personal trainer Amanda Bertoncini, 31 anos, veranista de Atlântida. Amanda duvida que o tanquinho vá sair de moda, como garantiu o badalado jornalista do The New York Times, Guy Trebay.

Não se trata de uma apologia ao sedentarismo: Trebay e sua turma defendem exercícios físicos — só condenam o excesso. É essa a opção do músico de Santa Maria Henrique Spiazzi, 29 anos, que ontem aproveitava o sol em Capão com a namorada Natália Müller, 23 anos. Henrique é vaidoso, caminha todo dia e nem de longe está gordo — mas não busca a barriga perfeita.

— Homens devem, sim, se preocupar com a aparência. Mas isso não pode ser uma prioridade na vida deles — avalia Natália, feliz com o namorado.


E as mulheres?

As moças exageradamente saradas também estão com os dias contados, segundo a coordenadora do Grupo de Tendências Comportamentais da Feevale, Marina Cezar. Nos últimos anos, afirma Marina, houve uma inversão nos valores estéticos: homens mais feminilizados, mulheres mais masculinizadas. As mulheres-frutas e assistentes de palco com coxas robustas e músculos salientes devem perder espaço para um perfil mais delicado.

— Quando chegamos a um extremo, não há mais para onde ir. A tendência é o recuo — diz a professora.


Questão de saúde

Ninguém estimula uma barriga enorme — é o marcador mais visível da saúde. Se a circunferência do abdômen de um homem passar dos 102 centímetros, ele entra no grupo de risco para problemas cardiovasculares e diabetes. Para as mulheres, o limite é 88 centímetros, segundo o cardiologista Luiz Carlos Bodanese.

Visual escolhido na areia

Zero Hora convidou um grupo de amigas – Raquel Fitarelli, Gabriela Giardin, Talita Postingher e Bárbara Dahmer, todas de 22 anos – para apontar uma barriga masculina que as agradasse na beira da praia. Após 15 minutos de caminhada, elas indicaram o técnico em informática Felipe Layerle, 26 anos, de Eldorado do Sul (foto acima). Felipe tem lá suas gordurinhas, mas ninguém diria que é um rapaz fora de forma.

— Jogo futebol duas vezes por semana. Até pretendia aumentar os exercícios, mas agora já estou repensando — diverte-se ele, sorrindo com o elogio.


Fonte: clicrbs.com.br

   
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