Guia de etiqueta para o baile de formatura

Uma consultora de etiqueta e três recém-formados contam dicas e histórias para evitar que a tão aguardada festa vire má recordação

Por Redação em 19/01/2012

   

(Foto: Divulgação)
Guia de etiqueta para o baile de formatura

Depois das noites em claro estudando, das provas torturantes e das picuinhas dos trabalhos em grupo, o aguardado fim do colégio, ou da faculdade, é selado por uma festa com banda, DJ e trajes de gala. E é no baile de formatura que todo mundo se solta. O garoto tímido se declara para aquela paquera antiga, a menina esnobe abraça todo mundo e as avós dançam “Ai, Se Eu Te Pego”.

O relações públicas Iran Giusti, de 22 anos, sabe bem como é isso. “Na minha formatura, quando começou a primeira música depois da valsa, eu troquei de camisa e de gravata atrás da mesa”, conta o recém-formado, “depois subi na cadeira e ensinei às minhas tias a coreografia de ‘Sou Praieiro’”.

Iran reconhece que se soltou já no começo da festa, mas admitiu que vai achar graça se esse momento estiver registrado no vídeo oficial. “Faz parte da festa. Eu fui presidente da comissão de formatura e tive um ano infernal, então estava comemorando a missão cumprida”, conta.

Perdendo a noção

Para a consultora de etiqueta Célia Leão, ninguém precisa ficar estático no baile só porque a festa é formal. “Meu pai sempre me dizia: não deixe de fazer as coisas por medo do que os outros vão pensar. Então seja você mesmo”, recomenda.

Segundo ela, é ótimo se soltar, dançar e aproveitar a festa, desde que a diversão não se torne um problema para ninguém. “O limite da comemoração é quando ela passa a ser um incômodo para as pessoas ao redor”, indica.

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Foi o que aconteceu com o estudante de arquitetura Elias Bastos Jr., de 24 anos. Ele foi à festa de formatura de uma prima e, na hora da valsa dos formandos, puxou a tia para a pista e começou a dançar, até ser retirado dali pelos seguranças. “Ela ficou morrendo de vergonha”, conta.

O publicitário Rubens de Farias, de 23 anos, também tem história pra contar quando o assunto é brincadeira sem noção. Em um baile, Rubens bebeu mais drinks do que deveria e, no meio da pista, abaixou, dançando, e fingiu que ia beijar os pés de uma amiga. Só que tirou um pé do sapato dela e saiu correndo pelo salão. “Ela ficou me olhando e depois foi mancando atrás de mim”, lembra.

Uma amiga mais tensa certamente ficaria irritada, mas a vítima de Rubens nem ligou. “Ela me deu um tapinha e riu”, disse.

De acordo com Célia, quando alguém passa dos limites a saída é não expor a pessoa. “Depois você julga e analisa. Não vale a pena brigar e estragar a festa”, aconselha.

Vergonha alheia

E quando quem paga o maior mico na festa é um amigo, o que fazer? “Estava em um baile com uma amiga e entrou uma banda de axé. Começamos a pular no meio dos formandos e de repente ela gritou ‘caiu meu Invisible Bra!’”, recorda Iran. “Levamos quinze minutos para chegar à mesa e ela ficou esse tempo todo com um peito no lugar e o outro lá embaixo, grudado na coxa”, conta Iran, que ajudou a amiga a se recompor e depois voltou a curtir a festa. “Essas coisas não podem estragar a noite. Não adianta passar o resto da festa imaginando o que todo mundo está pensando de você porque as pessoas têm outras coisas para se preocupar”, diz Célia.

Todo mundo está sujeito a micos, mas não é por isso que você precisa ficar com medo da sua festa, ou do baile daquela amiga. Se você tem uma formatura à vista, fique atenta às dicas da consultora de etiqueta e se divirta sem traumas:

- Na hora de distribuir os convites, entregue-os aos familiares mais próximos e que ajudaram a concluir os estudos. E, se faltar convite para alguém, seja sincero. “A melhor mentira é sempre a verdade. Diga ao amigo ou parente que o convite custa tanto e pergunte se ele quer. Assim, a pessoas fica sabendo que não foi esquecida”, recomenda Célia;

- Se o salto quebrar, tire o sapato, e se cair, levante. “Contratempos são aprendizados do que é a vida adulta”, diz Célia;

- “Alguém está passando dos limites na bebida? Peça a um parente para retirar a pessoa da festa”, aconselha;

- Rolou um clima com aquele paquera? Vá em frente, mas com pudores. “Não vá se formar com vontade, fique com a pessoa. Mas faça com que ela se lembre dos beijos com saudade, e não por causa dos comentários dos convidados”, fala a consultora;

- Não é porque talvez você nunca mais veja algumas pessoas que vai aproveitar a oportunidade para desopilar o fígado e lavar a roupa suja. “Não se indisponha com colegas. Vai estragar a festa, e não vale a pena”, orienta Célia.


Fonte: ig.com.br

   
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