Quando a contraproposta vale (realmente) a pena

O profissional deve avaliar desde a remuneração ao ambiente de trabalho da empresa

Por Redação em 22/03/2012

   

(Foto: Divulgação)
Quando a contraproposta vale (realmente) a pena

Qual a melhor opção para a sua carreira? O que vai lhe dar mais satisfação profissional? São algumas das perguntas que especialistas recomendam ter em mente antes de aceitar uma contraproposta.

Diante de uma oferta de trabalho e uma possível migração para a concorrência, as empresas recorrem à contraproposta no intuito de reter um talento ou, simplesmente, porque custa caro (em termos de tempo e dinheiro) contratar outro profissional.

“É preciso tentar identificar porque o aumento do salário ou a promoção não vieram antes. Pergunte-se: esta empresa não prestou atenção em mim antes ou não me ouviu?”, diz Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos.

Daniel Schwebel, associate director do FiveTen Group, afirma que quando um profissional aceita uma contraproposta, a situação muda para ele, mas não para seus pares e chefes. “Ele precisa saber qual o real interesse na proposta e qual é a melhor oportunidade”, explica.

Confira as variáveis que o profissional deve avaliar para saber se a contraproposta vale, realmente, a pena:

Projeto de carreira

Para avaliar se é a proposta ou a contraproposta que mais condiz com o seu plano de carreira, o profissional precisa saber claramente quais são as suas ambições.

Se o fato de permanecer na empresa ajudará você a sair da zona de conforto e propiciará novos desafios, especialistas acreditam que a decisão de ficar é certeira.

Remuneração

Um aumento, mesmo que significativo no salário, é facilmente “absorvido” pelo profissional. Schwebel afirma que são necessários somente dois meses para que a pessoa se arrependa por ter continuado pelo dinheiro.

Para Matilde Berna, diretora de Transição de Carreira da Right Management, quando a principal oferta da contraproposta é o aumento do salário, só há vantagem caso seja alinhada com outras oportunidades, como participar de um projeto ou algo que realmente o mantenha motivado.

Ambiente de trabalho

“Um profissional que está insatisfeito com o trabalho nem deve considerar a contraproposta”, afirma Matilde. Essa é a empresa na qual quero permanecer durante o período de três, quatro anos?

Jacqueline explica que, às vezes, o ambiente de trabalho pode pesar na decisão de mudar de emprego ou não. Se o ambiente é propício para o crescimento profissional e as relações com colegas de trabalho são satisfatórias, o profissional deve colocar na balança tudo que ele sabe sobre a outra empresa para checar se vale a pena sair.

Valores e liderança

Se o chefe inspira motivação profissional, se a empresa tem valores que permitem trabalhar com projetos que o satisfaçam, de acordo com Matilde, a contraproposta pode valer a pena.


Fonte: exame.abril.com.br

   
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