Guia completo para a primeira balada

Todo baladeiro teve uma primeira vez na noite. Portanto, não precisa ficar insegura. Veja dicas de quem já se divertiu na pista

Por Redação em 05/04/2012

   

(Foto: Divulgação)
Guia completo para a primeira balada

É difícil imaginar, mas até mesmo o pessoal de “Jersey Shore”, que praticamente nada faz além de compras e cair na balada, já passou pela experiência de sair à noite pela primeira vez. Não que todo mundo que frequente baladas seja meio desmiolado como Snooki ou Paulie D. Mas até o mais frenético dos baladeiros um dia debutou na pista carregando a insegurança e a ansiedade a tiracolo.

"Fiquei com um pouco de medo quando entrei na minha primeira balada porque tinha muita gente”, conta a estudante Gabriela Ferreira, de 14 anos. Segundo ela, se deparar com aquela enorme quantidade de desconhecidos em uma pista de dança foi intimidante. “Fiquei com vergonha de dançar no começo”, diz ela, que depois percebeu que ninguém estava se importando com o jeito que o outro dança.

De acordo com Gabriela, depois de perceber que as pessoas não ficam reparando na diversão alheia, tudo fica bem. E, no fim, se jogar na pista de dança é divertido. “Adoro música alta e meus pais brigam comigo por causa disso em casa, mas lá pode”, explica.

Como convencer os pais?

Embora dançar com os amigos seja muito legal e, a princípio, não tenha mal algum, conseguir a liberação dos pais para a diversão do sábado à noite pode requerer empenho, dedicação, notas altas em matemática ou uma bela faxina no quarto. “Eu já queria ir, meus amigos iam e falavam que era legal, mas minha mãe não deixava”, lembra Luiza Grunwald, de 13 anos, “até que ela disse que eu poderia ir, desde que me dedicasse à escola”.

Já Beatriz Yumi Lobato, de 14 anos, precisou reunir argumentos convincentes para conseguir a autorização da mãe. “Expliquei a ela que seria uma festa para adolescentes, dentro de um clube, falei que só iria gente da minha idade e as amigas que ela já conhece”, conta a estudante de Belém (PA), que já chegou à festa arrasando na pista.

“Quando ela me pediu para sair comecei um interrogatório. Quis saber onde seria, com quem iria...”, explica a mãe de Beatriz, Renata Lobato, que ainda segura as pontas com o pai da adolescente, que nunca deixa a filha sair. “Mas eu libero”, afirma.

De acordo com Renata, o segredo para conseguir convencer os pais é conquistar a confiança deles -- e isso acontece aos poucos. “Digo que não posso deixar de confiar nela. Ela não pode dizer que vai a um lugar e ir a outro, nem falar que está com uma pessoa e sair com outra”, diz a mãe.

Com que roupa eu vou?

Com a positiva dos pais (ou de um deles, pelo menos), hora de elaborar o figurino. E nesse momento você precisa focar não só em beleza, mas em conforto. “Não acho que balada seja o lugar para usar salto. É meio desconfortável, não precisa”, diz Gabriela, que gosta de saias de cintura alta e regatas.

Na hora de se maquiar, vale usar algo mais pesado, afinal, a noite permite. Mas nada de exagerar na produção e criar climão em casa. “Não permito decotes nem maquiagem muito pesada”, diz Renata, “mas a Bia não é muito avançada quanto a isso”.

Na balada, enfim

Maquiagem e cabelo feitos, caronas combinadas, e você chega, enfim, à aguardada festa. “Eu vou me soltando aos poucos. Fico olhando o lugar e, depois, começo a dançar na rodinha dos meus amigos”, conta a estudante paraense Leane Costa, de 14 anos, que estreou na pista em grande estilo: curtindo o show do cantor Pitbull.

“Nós chegamos meio cedo, não tinha quase ninguém, então ficamos conversando”, diz Luiza, que se arrumou com as amigas e todas chegaram juntas à festa. “Quando encheu, fizemos uma rodinha e começamos a dançar”, recorda.

Já Ana Victoria Rodrigues, de 16 anos, foi de um extremo a outro em algumas horas. “Cheguei morrendo de vergonha. Minhas amigas já entraram dançando e eu fiquei na minha. Mas no fim da festa eu já era profissional e estava dançando sem sapato e toda despenteada”, recorda a estudante, que morreu de rir das fotos no dia seguinte.

Na pista, nem só as meninas se soltam. Os garotos também aproveitam a oportunidade em que todo mundo está descontraído para investir em quem estão interessados. E isso também pode ser meio assustador à primeira vista. “É meio tenso, eu não sabia o que fazer e minhas amigas vieram me ajudar”, diz Luiza, explicando que os meninos chegam por trás das garotas e pegam nos braços delas. “Mas se você der uma cotovelada ou chamar uma amiga eles saem de perto”, diz.

Hora de ir embora

As festa está muito boa, mas chega a hora de voltar para casa. E se seus pais disseram que à meia-noite você tem que estar abrindo a porta, é melhor não contrariar. “Eu fiquei mal humorada na última balada porque no melhor da festa meu pai chegou. Fui a primeira a ir embora. Pedi para ele me buscar mais tarde, mas não teve papo”, queixa-se Beatriz.

Mas brigar por causa disso não é boa ideia, assim como se atrasar está fora de cogitação. “O que prometer, tem que cumprir”, aconselha Luiza.

O que contar aos pais?

Você curtiu a noite, se divertiu com as amigas, encontrou um garoto bonitinho do colégio e acabou ficando com ele. Será que sua mãe vai ficar brava se souber disso? “A Bia já namorou e contou para mim. Digo a ela que só pode confiar em mim, que quero o bem dela”, diz Renata, que prefere que a filha conte tudo a ela.

Luiza, que saiu pela primeira vez há duas semanas, também garante que dividiu todos os acontecimentos da noite. “Você tem que fazer sua mãe confiar em você”, afirma.


Fonte: http://igirl.ig.com.br

   
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