Na estrada

Trio chileno que percorre a América-Latina sobre duas rodas, levando música, cultura e suas tradições

Por Daniel Klein em 09/09/2012

   

(Foto: Ana Paula Mello e Jayni Zappas)
Na estrada

Imagine uma psicóloga e dançarina consagrada, um designer industrial e ex-skatista profissional, e um técnico de som dos melhores estúdios da América Latina. Agora, imagine essas três pessoas unidas em um único objetivo: viajar a América-Latina sobre duas rodas e levar a música e a cultura de seu povo na bagagem.

Por intermédio do Motogrupo “Bicho Véio” e do conhecido Luís Alberto Ortiz Rodrigues (Pitti), na quarta-feira (05) tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho musical desta insólita e talentosíssima trupe, e de quebra fazer grandes amizades, provando a nós mesmos que não existem barreiras entre nós brasileiros e nossos amigos Latino-Americanos.

Egressos do Chile, Razzine Docmac Larraín, Rodrigo Niño Carrasco e Lucas encantam com sua habilidade nos instrumentos, com a doçura e as notas altíssimas e belas de Razine, o violão meio canchero, meio rock, meio blues de niño e a pela percussão incrivelmente viva e altamente explosiva de Lucas.

Tendo viajado por mais de 8 meses, se mantendo apenas da grana levantada com seus shows e com a ajuda do Grande Miotto (Motociclista conhecido que tem suas raízes no vento mas com endereço fixo atual em Fontoura Xavier) o trio intitulado Aca Somos (www.acasomos.com) se disse surpreso e realmente encantado com a recepção que vem tendo durante toda a viagem.

Segundo eles, os motociclistas não se mostram como um grupo, e sim como uma grande família que sempre se encontra de portas abertas, com um sorriso no rosto, muita cultura, música e informação.


Já a certa altura da madrugada, integração com músicos locais e muita diversão com o bom número de pessoas (mesmo não estando todas na foto) que ainda estavam no local.



Em depoimento ao ClicSoledade, Razzine diz impressionar-se com a hospitalidade dos gaúchos. “São pessoas muito amáveis, hospitaleiras, felizes, muito loucas, nos sentimos bem aqui”, observou a chilena. A Psicóloga ainda retratou a aventura de se viajar sem destino. “Nós somos a prova viva de que tudo é possível, e que viajar abre a nossa mente, pois, em todos os lugares que vamos conhecemos pessoas diferentes, culturas diferentes, lugares especiais e tudo nos engrandece de alguma forma” afirmou.

Essa seria a definição certa para este trio e para os motociclistas, dos quais eles fazem questão de levantar a bandeira que não se tratam de um grupo, e sim de uma grande, numerosa, e unida família.


Agradecemos ao pessoal do Motogrupo Bicho Véio pela hospitalidade, exclusividade e tratamento diferenciado que dispuseram a nós para a realização desta matéria.

   
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