Durante Reunião da Pesquisa da Soja, Emater/RS-Ascar defende empreendedorismo do produtor

Emater

Por Redação em 22/07/2009

   

nao. (Foto: Divulgação)
Durante Reunião da Pesquisa da Soja, Emater/RS-Ascar defende empreendedorismo do produtor

O produtor deve ter uma visão empreendedora do negócio soja. A afirmação é de Alencar Paulo Rugeri, assistente técnico estadual em soja e agroenergia pela Emater/RS-Ascar, na tarde desta terça-feira, 21, durante a 37ª Reunião de Pesquisa de Soja, que acontece até quinta-feira, 23, na Faculdade de Agronomia da Ufrgs, em Porto Alegre. Durante Sessão Plenária e representando a diretora técnica Águeda Marcéi Mezomo, Rugeri apresentou Relatório Técnico sobre a cultura no RS e salientou que o produtor deve manter os custos atualizados, fazer as vendas escalonadas e observar a troca milho e soja, "cuja relação favorece a cultura da soja, em virtude dos valores praticados pelo mercado".

Com o tema central "Crise econômica mundial: Impactos na produção de soja e oportunidades da agricultura de precisão e da produção de Biodiesel", a reunião é realizada por diversas instituições, entre elas o Governo do Estado que, através da Emater/RS-Ascar e da frente programática Oportunidades do Agronegócio, visa potencializar a atividade agrícola, mantendo o RS em destaque no comércio mundial.

A rentabilidade obtida pelas lavouras de soja nos últimos 19 anos de acompanhamento de safras foi destacada por Rugeri. Segundo ele, o RS atingiu um ganho anual médio de 33,78 quilos de soja por hectare, com rendimentos de 42,4%. A região de Estrela registrou uma variação na produtividade de 93,7%", a de Erechim, 82,9%, seguida das de Caxias do Sul (79,7%) e de Pelotas (63,7%).

LAVOURAS FÉRTEIS
Outros dados apresentados pelo técnico calculam que, atualmente, no Rio Grande do Sul, 98,2% da soja é cultivada de forma direta, sendo 98,8% mecanizada, 0,8% por tração animal e 0,3% da semeadura da soja é realizada de forma manual.

A fertilização do solo gaúcho pra receber a cultura da soja é feita a partir de adubação mineral (95,5%), mineral e orgânica (2,7%), orgânica (1,9%), orgânica verde (0,3%) e sem adubação (0,1). Ou seja, 99,7% das lavouras recebem adubação e 73,8%, calagem.

Segundo levantamentos realizados pela Emater/RS-Ascar, no sistema produtivo, 74% dos produtores de soja gaúchos utilizam tratamento fúngico de sementes e apenas 28%, de pragas. Já no controle de invasoras, 98,91% é feito em pós plantio.

No Estado, 98,8% da colheita da soja é mecanizada, sendo que apenas 1,2% é feita com trilha. Nos últimos anos, o RS tem registrado uma perda média anual 84 quilos por hectare, sendo que as instituições oficiais de pesquisa determinam um índice aceitável de 60 quilos por hectare.

"Os preços dos fertilizantes têm influenciado de forma negativa para a estabilidade da atividade", analisa Rugeri, ao citar a volatividade dos preços, mercado e clima como fatores que interferem diretamente no preço da commoditie, apesar do não controle dessas variáveis. "Ações governamentais tentam minimizar essas oscilações causadas basicamente pelo clima, com programas como de Irrigação", defende, ao citar ainda a soja flex como uma tendência mundial que valoriza a commoditie.

Durante a reunião, será celebrado o aniversário de 110 anos da primeira semeadura de soja no Rio Grande do Sul, realizado na região de Dom Pedrito, e os 111 anos da Faculdade de Agronomia da Ufrgs. Também serão elaboradas indicações técnicas e realizado o Seminário Técnico da Cadeia Produtiva da Cultura da Soja.

   
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