O pop vintage

A volta do LP de vinil

Por Redação em 20/04/2009

   

Vinil. (Foto: Divulgação)
O pop vintage

É quase como se Francisco Alves voltasse a soltar o vozeirão, e o responsável pelo prodígio é a famigerada “tecnologia”. Hoje, depois de o MP3 matar o CD que matou a fita cassete e o LP de vinil, a gravadora Sony promete: será possível encontrar de novo grandes discos de vinil nas melhores lojas do ramo. O projeto se chama Meu Primeiro Disco e consiste em retornar ao formato antigo os trabalhos de estreia de 30 artistas brasileiros. A primeira leva traz cinco títulos e tem como principais destaques o primeiro disco (homônimo) de João Bosco, editado originalmente em 1973, e Da Lama ao Caos (1994), de Chico Science & Nação Zumbi, marco inicial do movimento mangue bit.

Fecham o primeiro pacote três discos vorazmente consumidos à época dos lançamentos, Longe Demais das Capitais (1986), da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, e as estreias homônimas do compositor Vinícius Cantuária (de 1982) e da banda pop Inimigos do Rei. Deste último constam os infames hits instantâneos de 1989 Uma Barata Chamada Kafka e Adelaide (a “anã paraguaia”). Mas o perfil popular das escolhas contrasta com o preço tipo “elite”. Cada título deverá custar cerca de 90 reais nas lojas.

“O foco deste projeto não está no potencial de vendas”, afirma o diretor de vendas e marketing da Sony, Marcus Fabrício. “Antes de tudo, é um projeto conceitual. Claro que o sucesso comercial possibilitará o surgimento de novas ações.” Parece paradoxal, mas é, antes, efeito colateral da voracidade com que o formato virtual MP3 tem mastigado o plástico de que eram feitos os CDs. Se a cultura (ilegal, segundo a indústria fonográfica) dos downloads trouxe de volta uma infinidade de títulos fora de circulação, é assim, e com poder de fogo limitado, que as gravadoras tentam correr atrás do prejuízo.

A exemplo do que já acontece há tempos lá fora, cada volume terá encartado, além do vinil (e de letras, informações históricas e fac-símiles de reportagens de época), uma cópia do mesmo conteúdo em CD. “Por causa da pouca oferta de players no mercado, além do LP original, a série também traz o CD em formato de minivinil, para atender à necessidade daqueles que não possuem toca-discos”, explica o diretor.

Segundo a Sony, os outros 25 volumes chegarão, gradativamente, até o fim do ano. O diretor cita, entre eles, as estreias discográficas de Maria Bethânia, Zé Ramalho, Sergio Dias e Skank. “Claro que o sucesso comercial possibilitará o surgimento de novas ações. Este é o primeiro passo”, diz.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=10&i=3889

   
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