Monte Everest sofre com os efeitos do aquecimento global

Expedição pretende mostrar os efeitos do aquecimento global na montanha mais alta do mundo.

Por Bruno Quevedo em 04/11/2009

   

nao. (Foto: Divulgação)
Monte Everest sofre com os efeitos do aquecimento global

O gabinete ministerial do Nepal quer chamar atenção do mundo sobre os efeitos do aquecimento global sobre a cadeia de montanhas do Himalaia, a mais alta do mundo.

O país vai realizar uma espécie de expedição oficial ao Monte Everest para mostrar o derretimento das geleiras.

O primeiro-ministro do Nepal, Madhav Kumar, vai sobrevoar a uma altitude de 5,3 mil metros o acampamento principal do Everest, o ponto de partida de alpinistas que tentam escalar a maior montanha do mundo. As geleiras estão derretendo a uma velocidade alarmante, criando lagos no lugar das vilas. O gelo derretido e a neve podem ainda tornar a rota para a montanha menos estável e mais difícil de ser seguida.

ONU descrente

É improvável que os governos cheguem a um amplo acordo abrangendo todos os detalhes de um novo pacto global contra a mudança climática quando eles se encontrarem em Copenhague no mês que vem, afirmou terça-feira o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Embora esteja otimista de que os 192 países serão capazes de chegar a algum tipo de consenso político, Ban advertiu que Copenhague não dará a última palavra para o acordo sucessor do Protocolo de Kyoto, o documento patrocinado pela ONU que determina reduções nas emissões de carbono.

"Se houver vontade política estou certo de que haverá uma maneira de concluirmos um acordo de caráter obrigatório em Copenhague" disse, após se reunir com o premier britânico, Gordon Brown, em Londres. "Estou razoavelmente otimista de que Copenhague será um marco importante. Ao mesmo tempo, sendo realista, talvez não sejamos capazes de chegar ao um consenso sobre todos os detalhes."
Em vez disso, os países deveriam ter como objetivo chegar a um acordo sobre pelo menos quatro pontos: o nível dos cortes nas emissões dos países ricos; o que os países pobres pretendem fazer para reduzir suas emissões; o pacote financeiro para ajudar as nações em desenvolvimento a se adaptar; e um sistema de gerenciamento do processo.

Negociações sobre o tratado para cortar as emissões de gases estufa para conter o aquecimento global têm vacilado repetidamente. Países ricos e pobres estão divididos sobre como compartilhar os cortes nas emissões, sobre a quantia de dinheiro que os países em desenvolvimento precisam para se adaptar ao aquecimento global e ainda como captar estes recursos.

Falando numa conferência sobre religião e ambiente nos arredores de Londres, Ban pediu que os países ricos tomem a iniciativa. "Em primeiro lugar, os países desenvolvidos devem liderar a campanha, considerando todas as responsabilidades históricas e também considerando que eles são os países que têm a maioria das ferramentas - financeiras e tecnológicas."

O fracasso em alcançar um acordo levará a mais falta de água, alimentos e energia e colocará em perigo milhões de pessoas, principalmente nos países mais pobres.

Fonte: noticias.terra.com.br

   
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