Desaparecimento da jovem Paula Chaiane Perin Portes completa dois meses

Caso teve novidades nos últimos dias, com a prisão de dois suspeitos e a localização da bolsa da menina com seus pertences

Por Redação em 10/08/2020

   

(Foto: Arquivo Pessoal)
Desaparecimento da jovem Paula Chaiane Perin Portes completa dois meses

Um crime que ganhou repercussão nacional está completando dois meses. Paula Chaiane Perin Portes não foi mais vista desde a madrugada do dia 11 de junho e agora uma força-tarefa foi montada para intensificar as buscas, já que a suspeita da polícia é que tenha ocorrido um homicídio qualificado com ocultação de cadáver.

O trabalho da Polícia Civil, que agora está sob coordenação da delegada regional Fabiane Bittencourt, apresentou novidades nos últimos dias. No final da manhã deste sábado, 8/8, foram cumpridos mandados de prisão expedidos pelo poder judiciário durante o plantão do final de semana, e detidos dois suspeitos de envolvimento no crime.

Entre os presos está aquele que foi solto na última quinta-feira (6). A polícia acredita que este é um dos principais envolvidos, sendo o articulador do crime contra Paula. Para delegada, estas prisões foram fundamentais, uma vez que os investigados em liberdade estariam tentando descartar o corpo ou até mesmo trocá-lo de lugar.

Outro resultado da força-tarefa é que na terça-feira, 4/8, em diligências em um açude às margens da RS-332, próximo ao trevo de acesso ao município de Barros Cassal, na zona urbana de Soledade, foi encontrada a bolsa da jovem. A delegada Fabiane diz que a localização destes pertences é uma prova importantíssima que reforça a materialidade do crime.

Ainda na semana passada, policiais, com ajuda do Corpo de Bombeiros, estiveram por duas vezes em uma propriedade rural na comunidade de Margem São Bento. Se tinha indicativos que ela havia sido enterrada na margem deste açude. Se o corpo estivesse dentro da água, conforme informações técnicas dos bombeiros, já teria subido.

O trabalho de investigação está há mais de 10 dias sob a responsabilidade da delegada Fabiane Bittencourt, titular da 24ª Delegacia de Polícia Regional (DPR), com sede em Soledade. Dentro deste grupo, seis policiais trabalham com dedicação exclusiva ao caso, sendo que quatro deles são agentes especializados em desaparecimento e homicídio.

O crime
Para a Polícia Civil, a morte foi premeditada e Paula atraída para o local onde saiu desacordada, no bairro Fontes, em Soledade. O principal suspeito e que está foragido é Micael Willian Rossi Ortiz, de 22 anos, onde, segundo as autoridades policiais, tem envolvimento com tráfico de drogas.

Ele e a vítima vinham conversando por aplicativos de mensagens e só se conheceram pessoalmente na noite em que a jovem desapareceu. Suspeita-se que ela tenha sido morta por saber de algo que pudesse prejudicar os autores do crime. A delegada não sabe exatamente o que é, mas que tem provas dentro do inquérito que fazem chegar a esta conclusão.

Para Fabiane, Paula foi asfixiada com uma gravata – golpe conhecido como mata leão. “A princípio, ele vinha tramando esse crime há algum tempo. Acredito que tenha se aproximado dela com o intuito de matar. Também acreditamos que o corpo foi trocado de lugar durante a investigação”, comenta.

Paula Perin Portes desapareceu na madrugada de 11 de junho após ir a um encontro com Ortiz em uma casa em Soledade. Segundo a polícia, na residência onde esse encontro ocorreu, estavam Paula e mais cinco homens. Imagens de câmeras de segurança mostram que quatro destes homens saíram com a jovem carregada.

   
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